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O que é transição capilar? É o período de retorno ao cabelo natural, quando a pessoa para de usar química de alisamento ou relaxamento e deixa os fios voltarem à estrutura original. Durante um tempo, o cabelo tem duas texturas: natural na raiz e alisado no comprimento. Muitas encurtam essa fase com o big chop.
O que é transição capilar e de onde vem o termo?
Segundo um trabalho acadêmico da UFRJ, transição capilar é o nome popular para o período de retorno aos cabelos naturais. Nesse período, principalmente mulheres param de usar química para alisar ou relaxar os fios e deixam o cabelo voltar à estrutura original.
O mesmo trabalho cita as autoras Assis e Ferrari (2017). Para elas, o nome já explica: é um cabelo "em estágio de trânsito, de um estado para o outro, com duas texturas, crespo na raiz e alisado no restante do cabelo".
O início do movimento não tem uma data precisa. O trabalho da UFRJ reúne algumas pistas:
- o grupo de Facebook Cacheadas em Transição, criado em maio de 2012, com mais 100 mil homens e mulheres na comunidade, pode ter sido um dos propulsores;
- o vídeo Transition, de Zina Saro-wawa, para o The New York Times em 2012, aparece como o registro mais antigo da palavra "transição" ligada ao retorno do cabelo natural.
Os motivos para começar variam. Podem ser a saúde dos fios, um corte químico, ou um processo de aceitação e identificação.
Transição capilar e big chop são a mesma coisa?
Não. São coisas ligadas, mas diferentes.
- Transição capilar é o processo todo, do momento em que você para com a química até o cabelo voltar inteiro à textura natural.
- Big chop ("o grande corte") é uma escolha dentro desse processo. Você corta toda a parte alisada e fica só com o comprimento natural. Segundo o trabalho da UFRJ, na maioria das vezes o cabelo fica bem curtinho, só com o comprimento da raiz natural.
Quem não faz o big chop costuma esperar o cabelo natural crescer até um tamanho ideal. Só depois corta a parte com química e mantém o cabelo longo.
Outra confusão comum é achar que a transição é rápida ou fácil. O mesmo trabalho conta que a fase pesa na autoestima, com frizz e mais de uma textura por bastante tempo. Algumas mulheres desistem no meio. Também é normal fazer a transição mais de uma vez. E nem toda mulher crespa ou cacheada usa o cabelo natural como ato político: muitas fazem isso por gosto pessoal.
Depois que a transição termina, a rotina pode ser resumida em lavar, tratar, finalizar e Day After. É o que descreve um estudo publicado no Brazilian Journal of Marketing. Segundo as entrevistadas desse estudo, a rotina pede paciência no começo e tende a ficar mais simples com o tempo.
Como falar de transição capilar no seu conteúdo de afiliada?
A transição capilar sempre teve muita força na internet. Segundo o trabalho da UFRJ, um dossiê do Google de 2017 apontou o YouTube como a principal ferramenta de pesquisa e de criação de comunidade sobre cabelos crespos e cacheados. O mesmo dossiê colocou as criadoras como autoridades no tema, com dicas de produtos, tutoriais de finalização e depoimentos sobre a transição. O TikTok também ganhou relevância quando o assunto é cachos.
O estudo da Uninove traz um alerta. As entrevistadas olham com crítica e desconfiança para marcas com comunicação apelativa. Uma delas disse: "Tem marca que lança produto toda semana".
Por isso, a confiança se constrói com honestidade:
- Mostre o processo real, com fases difíceis, frizz e duas texturas.
- Não prometa prazo nem resultado. Evite frases como "resultado garantido", "cura queda" ou "alisa sem química".
- Fale de produto pela fórmula, pela composição e pelo modo de uso descrito no rótulo.
- Se o conteúdo tem link de afiliado, ele é publicidade. Identifique com #publi, "link de afiliado" ou o recurso de conteúdo de marca da plataforma.
Seu desafio da semana: grave um vídeo curto explicando a diferença entre transição capilar e big chop, com suas palavras e sem promessas.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura a transição capilar?
O material consultado não define um prazo. O trabalho da UFRJ diz apenas que o cabelo fica com mais de uma textura durante bastante tempo, e que é preciso paciência até o cabelo natural atingir um tamanho bom para cortar a parte com química.
Preciso fazer big chop para fazer transição capilar?
Não. O big chop é uma opção para encurtar o processo. A outra opção é esperar o cabelo natural crescer e só depois cortar a parte alisada, mantendo o comprimento.
O que são as curvaturas 2A a 4C?
É uma classificação criada pelo cabeleireiro André Walker, citada pelo trabalho da UFRJ. Os tipos 2A, 2B e 2C são ondulados, os 3A, 3B e 3C são cacheados e os 4A, 4B e 4C são crespos. O tipo 1 é o liso. O mesmo trabalho lembra que há quem diga que essa tabela não é absoluta.
Posso prometer resultado ao indicar um produto para transição?
Não. Cosméticos não podem ter promessa de resultado nem alegação terapêutica. Fale da fórmula e do uso, mostre sua experiência real e identifique a publi quando houver link de afiliado.



