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O que é claim cosmético? É a alegação que a marca faz sobre um produto: o que ele contém, para que serve e que efeito promete. No Brasil, cosmético é de uso externo e serve para limpar, perfumar, alterar a aparência ou proteger. Claims específicos, como antiqueda, exigem comprovação de segurança e/ou eficácia.
O que é claim cosmético e de onde vem o termo?
"Claim" é a palavra em inglês para alegação. No mundo dos cosméticos, é tudo o que se afirma sobre um produto: um ingrediente, uma função, um efeito.
Um trabalho de conclusão de curso da Universidade Presbiteriana Mackenzie resume a regra europeia de 2013 sobre o tema. Segundo esse texto, as alegações servem para informar quem usa sobre as características e qualidades do produto. E precisam seguir critérios comuns:
- Conformidade legal: não dizer que o produto foi autorizado ou aprovado por uma autoridade da União Europeia.
- Veracidade: se diz que tem um ingrediente, o ingrediente tem de estar lá.
- Sustentação de prova: toda alegação, explícita ou implícita, precisa de prova adequada e verificável.
- Honestidade: o desempenho apresentado não pode ir além da evidência disponível.
- Imparcialidade: ser objetiva e não depreciar concorrentes nem ingredientes usados de forma legal.
- Decisão informada: ser clara e compreensível para qualquer pessoa.
Esses critérios são da União Europeia. Mas ajudam a entender a lógica: claim bom é claim verdadeiro e comprovado.
Como o claim cosmético funciona nas regras brasileiras?
No Brasil, o ponto de partida é a definição de cosmético. A RDC nº 752, de 19 de setembro de 2022, citada em recomendação administrativa do Governo do Paraná, diz que esses produtos são de uso externo e têm o objetivo exclusivo ou principal de limpar, perfumar, alterar a aparência, corrigir odores corporais, proteger ou manter em bom estado. O mesmo documento lembra que, pela Lei nº 6.360/1976, cosmético é de uso exclusivamente externo.
Ou seja: cosmético cuida da aparência. Ele não trata doença.
Um artigo de 2021 na Research, Society and Development descreve a classificação da RDC nº 07 de 10/02/2015 em dois graus:
- Grau 1: propriedades básicas. Não pode ter indicações específicas, como ação anticaspa, antiqueda, antirrugas.
- Grau 2: tem indicações específicas, que exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, além de modo e restrições de uso.
Regras mudam. Confira a regra atual nos canais oficiais da Anvisa.
Quais confusões sobre claim são comuns no conteúdo de afiliada?
1. Confundir cosmético com tratamento. Na Resolução-RE nº 3.022/2026, publicada em 03/08/2026, a Anvisa suspendeu um gel registrado como cosmético cuja rotulagem indicava prática terapêutica, segundo o Atlas Público. Promessa de "cura queda" segue a mesma lógica: é alegação terapêutica, não cosmética.
2. Exagerar o efeito. Em seu Informe de Segurança GGMON nº 03/2025, a Anvisa orienta evitar produtos com promessas exageradas, como "progressiva sem química". Fuja também de "resultado garantido" e "milagre".
3. Inventar claim que a marca não fez. Se a pergunta é "esse produto faz o cabelo crescer?", sua resposta parte do que está no rótulo e na página oficial do produto. Se não está lá, você não diz.
4. Esquecer de checar a regularização. O mesmo informe ensina: o número do processo Anvisa tem o formato 25351.XXXXXX/YYYY-ZZ e pode ser consultado no portal da agência.
E lembre: conteúdo com link de afiliado é publicidade. Identifique com #publi ou com o recurso de conteúdo de marca da plataforma.
Seu desafio da semana: pegue um produto que você divulga, leia o rótulo inteiro e escreva três frases sobre ele usando só o que a embalagem afirma.
Perguntas frequentes
Claim e alegação são a mesma coisa?
Sim. "Claim" é o termo em inglês para alegação: tudo o que se afirma sobre um produto, como ingrediente, função ou efeito.
Posso dizer que um cosmético trata queda de cabelo?
Cosmético é de uso externo e serve para limpar, perfumar, alterar a aparência ou proteger. Indicação específica como antiqueda exige comprovação. Repita só o que o rótulo e a marca afirmam, sem prometer resultado.
Como sei se um produto está regularizado na Anvisa?
Segundo a Anvisa, procure o número do processo no formato 25351.XXXXXX/YYYY-ZZ e consulte o produto no portal da agência. Ausência do número é sinal de alerta.
"Progressiva sem química" é um claim aceitável?
A Anvisa cita "progressiva sem química" como exemplo de promessa exagerada a evitar, no Informe de Segurança GGMON nº 03/2025.
Fontes
- Informe de Segurança GGMON nº 03/2025 (Cosmetovigilância) – Anvisa · oficial
- Recomendação Administrativa nº 04/2025 – Governo do Paraná · oficial
- Aplicabilidade dos óleos vegetais em tônicos capilar: uma revisão – Research, Society and Development · academica
- Trabalho acadêmico sobre regulação de cosméticos – Universidade Presbiteriana Mackenzie · academica
- ANVISA suspende ou proíbe comercialização de cosméticos de quatro empresas e um fornecedor não identificado – Atlas Público · prensa



